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Cumpre-se um ano da manifestaçom antigalega de Galicia Bilingüe, o PP e a Falange: a luita pola língua continua
Houvo exibiçom de cartazes e faixas em defesa do galego, como as que levou a nossa militáncia, e todo o tipo de actividades que, diante da resposta violentíssima da polícia, derivárom em confrontos e com um companheiro da nossa Direcçom Nacional no hospital com importantes lesons, fruto da malheira recebida em plena rua e diante das cámaras. Houvo também 18 detençons, incluídas várias militantes de NÓS-UP, no mesmo dia e nos seguintes, sem que as vítimas saibam ainda hoje a que ater-se, pois as arbitrárias acusaçons vam da resistência à autoridade às desordens públicas, obstaculizaçom do direito de manifestaçom ou mesmo por ter informado na rede sobre o acontecido, sem nalguns casos nem terem estado naquele dia em Compostela.
Mas, sobretodo, um ano depois de aqueles confrontos e da repressom que hoje continua, devemos reconhecer que, fruto da falta de um projecto político claro e diferenciado por parte dos partidos que na altura governavam, hoje o PP está em Sam Caetano governando para o mesmo sector extremista que se manfestou contra o galego aquele dia.
Aquela manifestaçom, totalmente rodeada de polícias, que percorreu uns poucos metros de Compostela com presença da extrema-direita no seu interior, foi o preámbulo da aplicaçom, por parte do PP, de um programa lingüístico destinado a fazer do galego um resíduo totalmente inservível, recuando a posiçons pré-autonómicas no que di respeito à coofialidade actual.
Já naquele momento, e nos meses anteriores, NÓS-Unidade Popular e outros sectores vínhamos alertando de que o continuísmo na acçom de governo poderia levar o PP de volta ao poder autonómico e de facto, três semanas depois daquela jornada, assim foi.
Curiosamente, os que integravam o oficialismo e mantivérom umha passividade escandalosa na jornada do 8 de Fevereiro, tivérom que perder as cadeiras no governo bipartido para assumir a necessidade da mobilizaçom. Parece que o BNG e o PSOE só se lembram dos conteúdos da acçom de governo que os seus votantes esperam deles quando perdem o poder; daí que, sobretodo o primeiro, tenha tentado recuperar o perfil mais mobilizador após derrota de 1 de Março.
Quanto à esquerda independentista, o nosso discurso é e será substancialmente o mesmo. A língua deveria unir todos os sectores que defendem a sua extensom face a quem quer exterminá-la. Qualquer que seja o governo, é imprescindível manter a iniciativa e exigir umha Galiza em galego, fazendo frente a quem, de maneira mais ou menos camuflada, quer deixar-nos sem fala.
NÓS-Unidade Popular aproveita este aniversário da jornada do 8 de Fevereiro para celebrar o crescimento de um amplo movimento mobilizador contra a política lingüicida do PP. Esperamos que se mantenha e ainda cresça, até tombar iniciativas reaccionárias como o novo Decreto de ensino do PP, e evitando restringir-se aos interesses de quem só fai cálculos mobilizadores em termos eleitorais.
Reclamamos, por último, a livre absolviçom dos 18 companheiros e companheiras imputadas como conseqüência da repressom policial de há um ano, parabenizando todas as pessoas que, de umha ou outra forma, participárom naquela jornada de defesa da língua.
A luita pola língua continua!
Na Galiza em galego!
Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular
6 de Fevereiro de 2010


