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NÓS-Unidade Popular considera que as funçons actuais da Guarda Civil na Galiza confirmam umha grave anemia democrática espanhola
O Movimento polos Direitos Civis fijo público o conteúdo de documentaçom interna da Guarda Civil espanhola que confirma de lés a lés o que tantas vezes vimos denunciando os movimentos sociais e políticos da esquerda nacional galega: o regime constitucional de 1978 nom só nom garante o respeito aos direitos fundamentais das pessoas e dos povos, como os persegue de maneira flagrante e ilegal, até extremos patológicos.
Perante tam graves acontecimentos, NÓS-Unidade Popular quer fazer públicas algumhas consideraçons:
1. Fica claro que, entre as actividades de ‘formaçom’ dos agentes da Guarda Civil, se incluem instruçons claras sobre o controlo social de quem, de maneira transparente e democrática, exerce direitos fundamentais reconhecidos polas principais organismos supranacionais, como a liberdade de pensamento e ideológica, a participaçom política ou o activismo social de carácter nom governamental.
2. Que o nome de entidades legais, de carácter político, sindical, cultural, juvenil, etc, apareçam nas ‘listas negras’ manejadas pola Guarda Civil, corpo repressivo de negra história, deveria escandalizar qualquer democrata sincero ou sincera que, independentemente das suas ideias, respeite princípios fundamentais numha sociedade democrática.
3. Nom diremos que o acontecido seja umha surpresa para a esquerda independentista galega, que tem umha longa experiência de arbitrárias actuaçons desse corpo militar, incluindo detençons, ameaças, agressons e denúncias sem mais motivaçons que a criminalizaçom e afogamento das ideias do soberanismo e a esquerda.
4. De facto, também neste caso aparecem, na infame lista de entidades que maneja a Guarda Civil no sul da Galiza, nom só as siglas de NÓS-Unidade Popular, organizaçom política legalizada polo próprio Ministério espanhol do Interior, mas também as iniciais de militantes da nossa organizaçom, que som directamente assinalados como alvo de eventuais actuaçons repressivas.
5. Ainda sabendo a natureza e as práticas da Guarda Civil e do seu máximo reponsável político, o Governo espanhol, nom queremos deixar de chamar a atençom sobre o silêncio das organizaçons da chamada ‘oposiçom de esquerda’, bem como do coro de tertulianos, colunistas e opinadores a soldo do poder, que guarda silêncio perante práticas intoleráveis em qualquer país que realmente poda ser considerado um Estado de direito.
6. Com efeito, a Espanha monárquica e capitalista do PSOE, do PP e da esquerda de cartom retrata em casos como este a péssima qualidade e a grave anemia democrática do regime outorgado por Franco ao seu herdeiro político, Juan Carlos de Bourbon.
7. Como directos afectados e afectadas polas práticas antidemocráticas dos corpos repressivos espanhóis no nosso país, reiteramos publicamente a nossa firme determinaçom de continuarmos a desenvolver com absoluta normalidade e transparência o nosso trabalho político por umha Galiza livre, democrática e socialista.
Galiza, 25 de Março de 2008
Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular


