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09/07/10

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Roteiro oferenda-floral a Manuel Gonçalves Fresco

De NÓS-Unidade Popular homenageamos nesse dia um homem que atingiu o grau de mito na memória colectiva polo seu inquestionável compromisso com a liberdade. O Fresco é mais um exemplo a seguir. Atendendo às suas privilegiadas condiçons de vida, surpreende ainda hoje a sua corajosa decisom de nom acatar a nova ordem emanada do golpe militar fascista. Manuel Gonçalves Fresco, filho e herdeiro da burguesia viguesa, optou por apoiar a defesa da República que o proletáriado estava a dar em Vigo, mais cocretamente em Lavadores.

A Assembleia Comarcal do Condado de NÓS-Unidade Popular organizará um roteiro-oferenda floral em homenagem a Manuel Gonçalves Fresco no vindouro 28 de Dezembro.

 

A saída será do Local Social Baiuca Vermelha às 11:00h, para nos deslocarmos de carro até as redondezas do Monte Galheiro, caminhando depois até o lugar onde umha placa recorda o ponto em que foi assassinado.

 

Aí dará-se leitura a um discurso e procederá-se posteriormente à oferenda floral.

 

De NÓS-Unidade Popular homenageamos nesse dia um homem que atingiu o grau de mito na memória colectiva polo seu inquestionável compromisso com a liberdade. O Fresco é mais um exemplo a seguir. Atendendo às suas privilegiadas condiçons de vida, surpreende ainda hoje a sua corajosa decisom de nom acatar a nova ordem emanada do golpe militar fascista. Manuel Gonçalves Fresco, filho e herdeiro da burguesia viguesa, optou por apoiar a defesa da República que o proletáriado estava a dar em Vigo, mais cocretamente em Lavadores. Entregou armas e muniçons às obreiras e obreiros que defendiam nas barricadas a ordem republicana burguesa, em condiçons de inferioridade e de abandono por parte de umhas instituiçons vacilantes. Encabeçou também o assalto a um chalet propriedade de um homem de direita, de onde se tinha disparado contra aqueles e aquelas que combatiam o fascismo na rua. Depois decidiu fugir ao monte a aguardar que o pesadelo acabasse quanto antes, sabedor de que a sua vida corria sério perigo ao converter-se em defensor activo da ordem vigente contra a qual se leveva a cabo o golpe militar.

 

Considera-se que foi assassinado a 23 de Dezembro de 1936 a maos  da Guarda Civil de Ponte Areias ou dos falangistas, deixando o seu corpo no monte Galheiro até o dia 6 de Janeiro.

 

NÓS-Unidade Popular quer contribuir com este acto para continuar a manter viva a lembrança do que sucedeu há setenta e dous anos. À classe trabalhadora nom lhe interessa “fechar feridas” nem passar página como afirma a direita. Tampouco medidas oportunistas e superficiais com que jogam PSOE-BNG-IU, como a Lei de Memória Histórica, com as que tentam vernizar-se de partidos de esquerda. Muito ao contrário; é imprescindível conhecermos o passado se queremos que este nom se repita. Mas neste tema em concreto, a liçom que devemor tirar e ter sempre presente é qual foi e será a resposta que burguesia e capitalismo dam quando a classe trabalhadora toma consciência da sua situaçom e decide dar passos firmes para pôr fim à ditadura da minoria burguesa sobre a maioria trabalhadora. Esse é o passado que nom deverá repetir-se.