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Os acontecimentos de 8 de Fevereiro em Compostela marcam um ponto de inflexom para o movimento em defesa do nosso idioma nacional. A exibiçom de dignidade com que o nosso Povo Trabalhador respondeu à provocaçom do espanholismo supom por si própria um motivo de grande alegria e satisfaçom para quem estamos comprometidas e comprometidos com a nossa língua e com o projecto nacional galego.

Hoje, passados já os momentos de maior tensom e expectativa, é necessário tomar posiçons sobre certas questons que servem para esclarecer o estado das cousas no movimento normalizador, na classe política do sistema e na própria “democracia” burguesa espanhola. NÓS-Unidade Popular manifesta as seguintes consideraçons:

1. A manifestaçom convocada por ‘Galicia Bilingüe’ foi umha fraude e umha declaraçom de guerra à nossa língua. Em primeiro lugar, como já temos manifestado, porque o discurso que justificou este acto está baseado exclusivamente em mentiras e falácias sobre umha inexistente minorizaçom do espanhol no nosso país. Em segundo lugar, porque umha parte quantitativamente muito importante da manifestaçom eram ultras e neofascistas estrangeiros chegados de outros pontos da Península; hoje sabemos que um mínimo de 12 autocarros vinhérom de Madrid e está por determinar a quantidade chegada de outros lugares fora da Galiza.

2. A actuaçom da Polícia espanhola só pode ser qualificada de brutal e desproporcionada. Para além do selvagem assanhamento que padeceu o nosso companheiro Carlos Morais, para além dos maus-tratos denunciados durante os traslados e nos calabouços, a estratégia repressiva geral consistiu em agredir violentamente as pessoas que estavam a mostrar de forma pacífica o seu rejeitamento à provocaçom espanholista dos supostos “bilingües”. Aliás, a fabricaçom de acusaçons e provas falsas sobre a atitude das e dos activistas pró-galego é de toda óptica intolerável; centenas de fotografias e vídeos assim o demonstram. Exigimos a imediata demissom de Manuel Ameixeiras, responsável directo polo acontecido em qualidade de Delegado do Governo na Galiza.

3. O agir das pessoas que respondêrom ao espanholismo foi inatacável e representa um orgulho para todas e todos nós. A expressom das ideias e a dissidência pública nom som apenas direitos democráticos básicos, mas também um sintoma de boa saúde dos movimentos transformadores e revolucionários como o nosso. NÓS-Unidade Popular considera que se houvo na jornada de 8-F algumha violência que mereça a nossa repulsa e condena mais enérgicas é a empregada polas forças repressivas, o resto de enfrentamentos fôrom provocados por esta.

4. Causa autêntica indignaçom a atitude hipócrita e entreguista de determinados referentes públicos habitualmente identificados com a defesa do nosso idioma. Concretamente as vergonhosas declaraçons de Anxo Quintana ou do próprio Carlos Calhom, condenando a violência das e dos manifestantes pró-galego, o cobarde silêncio oficial do autonomismo e a oportunista reacçom da Mesa pola Normalizaçom Lingüística.

 

Em 8-F, pudemos ver às claras quem tem disposiçom para assumir riscos e dar a cara em defesa da nossa cultura e quem só está para rapinar votos com base em palavras vazias.

5. NÓS-Unidade Popular aposta em que os movimentos populares tiremos proveito da motivaçom gerada, passando a demonstrar na rua a inegável superioridade do nosso movimento normalizador sobre o absurdo vitimismo colonialista. Apelamos o tecido associativo popular para pôr em andamento novas iniciativas públicas que revitalizem, coesionem e difundam ainda mais o projecto comum do monolingüismo social.

 

6.- NÓS-UP vai apresentar umha demanda judicial contra a polícia espanhola e o Delegado do Governo por agressom injustificada e indiscriminada as pessoas galego-falantes que pacificamente repudiavam a mobilizaçom fascista e espanholista, assim como solicitar a ilegalizaçom de ‘Galicia Bilingue’ por incitar ao ódio e à violência contra as pessoas galegofalantes, acolhendo-nos ao Código Penal espanhol vigorante no nosso país (Lei Orgánica 1/2002 de 22 de Março).

 

7- Solicitamos a imediata liberdade de Roberto Conde e que se arquivem as denúncias e processos judiciais abertos contra as dez pessoas detidas o dia 8 de Fevereiro.
 

 

Direcçom Nacional de NÓS-UP

Galiza, 12 de Fevereiro de 2009

 

Imagens de manifestantes em defesa da língua agredidos e agredidas pola polícia espanhola (Compostela, 8 de Fevereiro de 2009) 

 

 

One Response to “Consideraçons sobre a jornada nacional em defesa do nosso idioma”

  1. ASTERIX

    isto por defender a nossa lingua, que escandalo!!!!

    denantes mort@s que escrav@s!!!

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